Domingo, 16 de Novembro de 2008
Obama, para o mundo.
“A Amazônia é do mundo”. Assim se fez um discurso curto e grosso de um presidente que ama seu país, o seu país, o dos outros já não é da conta dele. E ele vai fazer de tudo pelo seu povo, no tudo, está incluído também roubar dos outros países o que eles não têm. Mas isso não faz parte da honestidade que eles precisam ter. Se trata de não roubar o povo, mas nada será dito sobre outros países.
Solto uma gargalhada bem grande agora, para os que se dizem brasileiros e comemoram de maneira grandiosa a presidência dos Estados Unidos. Atores da globo, jornalistas famosos... Todo mundo feliz por uma coisa que não é sua. Na Europa, Obama bate recorde de venda de jornais. Na China, nasce um site fazendo a disputa de Obama e Maccain acirrar cada vez mais. Assim, o mundo inteiro já está votando, por mais que não seja na internet, no psiquismo.
Os Estados Unidos dá um salto bem grande do partido Republicano para o Democrata. E agora, Obama é o mais novo presidente do mundo. Sim, é assim que ele está sendo considerado. E quanto mais posicionarem ele em primeiro lugar do mundo, mais ele se sentirá no direito de dizer que o mundo precisa ser unido e que assim a Amazônia é de todos nós, todos nós quer dizer o mundo todo, infelizmente.
Agora Clamem, Clamem por perdemos uma coisa que era extremamente nossa. E não estranhem quando ele vier nos visitar, aqui no Pará mesmo, e não fique achando que é por sermos bonitinhos, indiozinhos e educadinhos. E o Lula, certamente, acabará assinando algum termo que deixe ele nos roubar em paz, como aconteceu com o Hugo Chávez quando estava por aqui. Mas ninguém enxerga esses “pequenos detalhes”, e eu, me choco ainda mais, ao ver na TV alguém feliz por ter pego um autógrafo de Hugo Chávez. Chegamos ao cúmulo. Fiquemos felizes por não conseguir mais ignorância, estamos no ponto máximo.
Agora, elegem Obama para o presidente do mundo. O mundo elege Obama. Os americanos o elegeram como presidente deles, e nós, o elegemos também para ser o nosso.
Depois, vira notícia nacional quando uma repórter estrangeira ao entrevistar Obama, o chama de Osama. Ela não deixou de relacionar que Osama um dia, movimentou o mundo. Só não bateu recorde de vendas de jornais na Europa.
Viraria notícia então, se eu talvez confundisse Lula por Mula? Eerr, ok... Talvez não, mas acho que faria mais sentido.
É, estou no meu fim. To desistindo da política que adoro tanto! E não se enganem; não se trata por Obama ter ganhado. Mas por esse povo que se torna cada dia mias ignorante, tratam a política como se fosse brincadeira e acabam pensando mais nos outros do que em si mesmo.
Hoje, as pessoas se permitiram ter dois presidentes. Estranho, mas foi uma escolha mundial.
Barack Obama, do Democrata para o poder. Podem abrir o champagne.
Domingo, 11 de Maio de 2008
Mãe é só uma, e é pra sempre.
Eu não poderia deixar passar em branco por aqui, o dia de hoje. O dia do amor, o dia em que todos os sentimentos bons, se resumem á uma só palavra:
Mãe, palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe, não é só dar a luz e sim, participar da vida de seus gerados ou criados.
No livro “A Última Grande Lição”, li uma vez o seguinte trecho: “A verdade é que não existe base, não existe um fundamento sólido no qual as pessoas podem se apoiar hoje em dia, a não ser a família. (...) Quem não tem o apoio, o amor, os cuidados de uma família, não tem muito com que contar. O amor é surpreendentemente importante. Como disse o nosso grande amigo poeta, Auden, ‘amem-se uns aos outros, ou pereçam’”
A palavra mãe, apesar de pequena, é forte. E é sinônimo de tantas palavras de conforto. As mães conseguem confortar os filhos com uma coisa que acho que posso chamá-la de Segurança Espiritual. E não existe ainda, amor maior que esse, a não ser o de Deus.
Voltando ao livro “A Última Grande Lição”, destaco mais um trecho de sabedoria: “Só digo que não existe emoção comparável a de ter filhos. Nada substitui essa experiência. Não se pode experimentá-la com um amigo. Não se pode experimentá-la com um amante. Quem quiser experimentar a emoção de assumir responsabilidade total por outro ser humano e aprender a amar e se dedicar no grau mais alto, precisa ter filhos. São emoções, que a gente nunca imaginaria que fosse viver um dia. E nada substitui isso. Nem dinheiro, nem fama e nem trabalho”.
Eu sei que a Rosita já está ganhando espaço demais por aqui. Dois textos de uma vez só. Ta bom pra ti? Mas também, quem manda fazer aniversário perto do dia das mães. Dia este, lembrado por todos. Até mesmo, por aqueles que não possuem mais a sua mãe por aqui, mas, ainda possuem mãe. Ela só não permanece mais no plano em que seus olhos alcançam. Está agora, somente no coração.
Mães são eternas. E por incrível que pareça, são gratas á nós, filhos, para sempre, por ter vos dado felicidades, momentos, e até tristezas. E mesmo assim, elas continuam ali, nos amando sempre. E nós, somos gratas á vocês eternamente, pelo fato de vocês terem nos dado, o dom da vida.
“Quando a gente é mãe, a gente se desprende das coisas. Tudo o que a gente quer, é ver um filho bem.”
Não se enganem. Essa não foi do livro, foi dita pela minha Rosita mesmo, pela minha mamãe. E acreditem, em um momento de raiva. Mas, mal ela sabe que mesmo assim, soou tão bonito, que eu tive que correr para anotar e não esquecer.
Enfim, só quero desejar no dia de hoje, um PARABÉNS todo em maiúsculo para todas as mães. Elas merecem muito mais do que nós, filhos, podemos vos dar. Afinal, mãe é só uma, e é para sempre. Desejo de coração, felicidades para todas, inclusive pra minha.
Mamãe, que a beleza das flores, a doçura do mel, o brilho das estrelas envolvam você hoje e que você continue irradiando este amor e esta alegria que você sempre nos ofereceu.
Dedico este texto e este dia, ás minhas três mães.
Duas Rositas e uma Ana Lúcia.
Mariana.
Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Momentos tão enormes de nós duas.
Com o título já sendo de nosso conhecimento, me sinto á vontade de falar de nós, e de você, minha mãe.
Foi no dia 02 de maio de 1960 que nasceu uma flor. Ao desabrochar, aquele botão então, recebeu o nome de Rosita, já sabendo que se tratava de uma rosa clareando e perfumando o mundo, porém pequena.
Desde menina, perfeccionista, escrava da organização e limpeza, e desde sempre, cutucando as unhas em cada tempinho que encontrava de sobra. Assim diz vovó. E inclusive, que a senhora fugia do vovô, junto com o resto da sua quadrilha, formada por 7 irmãos, digamos, não muito normais.
25 anos depois, resolve dar á luz á uma criança. E com o nome de Marcela, nasce a primeira filha. E depois de 5 anos, nasce outra filha para a perturbação da família. Dizem as más línguas, ou seja, língua da Marcela, que fui achada na lata do lixo e adotada por você, que teve no momento pena de mim, para o meu choro e desespero. Mas eu já estou grandinha mamãe, não acreditarei mais nisso.
Bom, depois do ano de 90, tudo realmente mudou... Acho até, que a senhora não teve mais nenhum filho por eu ser exatamente até hoje, o trabalho de 5 crianças juntas. Mas a verdade é que eu me divirto muito sendo sua filha, e a senhora, se diverte o triplo sendo minha mãe. Inclusive, se acha no direito de escolher sua profissão a cada época que passa na minha vida. Como quando eu tinha meus 5 anos, e penava acreditando que possuía em casa, uma cabeleireira e acreditando ainda, que estava linda, ao sair na rua com a cabeça pesada de tantos penteados e brochinhos. Aquilo mamãe, pesava e doía.
Já na fase dos 10, acreditava ser uma decoradora famosa, fazendo meus aniversários com tudo de acordo com o tema, e transformando a casa da vovó num verdadeiro castelo, seja da Barbie, ou da Bruxa.
Nos 15, ela entrou para o time de seguranças, me proibindo de sair para qualquer festinha que houvesse na cidade.
Bem... Hoje já não sei. Talvez tudo junto... Mas agora, eu já possuo um pouquinho de voz para dizer “mãe, não adianta, não vou com esse troço no cabelo” enquanto ela faz uma voz melosa e continua “Isso ta lindo menina, deixa de ser lesa...”. Ahã sei. Tão lindo quanto naquele tempo né?
Hoje, tudo o que eu sei, é graças à ela. Principalmente aquela parte de que dinheiro não dá em árvore. Ela faz questão de me lembrar a todo instante. È mesmo impressionante. Quando ela está com raiva, consegue alcançar notas sonoras, que deixariam Montserrat Caballé com inveja, sendo capaz de acordar uma vizinhança inteira se preciso. Tudo isso, para que eu arrume a minha cama, ou para que a marcela tire os cabelos do banheiro. Os cabelos que ela mais tem nojo na face da terra, como se os dela, não caíssem também. Ah, sem esquecer, da água dos passarinhos, ah essa água... Ah esses passarinhos... Já foram o motivo de muitas guerras dentro desta residência. De vez em quando, ainda paro pra assistir, ou eles lutando para quem consegue beber mais aquela aguinha doce, ou pensando que estão no “ídolos”, esperando que eu perceba e julgue quem canta melhor. Mas, obrigada, recuso este trabalho. Mesmo que mamãe, não sirva para eles, acreditando ela, ser uma espécie de “Doutor dolittle”, e ter naquele momento, o dom de falar com os animais. Ela afirma sempre, que conversa muito com eles. E vamos combinar heim, que conversa que eles devem possuir diariamente.
Nossos momentos foram ficando cada dia maiores, e passamos mesmo a ter uns momentos de fortes emoções, eu e a mamãe. Como no dia dos meus 15 anos, onde nos “parabéns”, ela se encontrava chorando, na valsa, ela também só chorava, na hora da discoteca, ela chorava e dançava junto, e na volta pra casa, ela também chorava. Acredito que naquele dia, ela tenha visto a minha festa inteira embaçada, de tantas lágrimas.
Nas nossas viagens, a senhora sempre segurava a barra
No Hopi Hari, a mesma história, ficou em casa esperando em contagem regressiva a nossa volta. Pois a verdade é que a senhora não agüenta ficar nesta casa sem os nossos “Marcela onde tu enfiaste a minha blusa?” ou “Mariana vai tirar aquilo da minha cama agora!!”
Mas, a gente passa momentos de briga também. Outro dia mesmo, quando sumiu sua pulseira vermelha nova, e até hoje a senhora, quando sente falta, grita pelo nome “Mariana” jurando que eu tenho alguma coisa a ver com isso. E olha que sempre achei aquela pulseira horrível. Mas é assim mesmo. Só tem esses 48 anos na cara, se querem saber, ela é presa ao corpo de uma jovem de 15, brigando e discutindo por pulseiras, cordões, brincos, bolsas e sapatos. É mesmo de impressionar. E acreditem, é cheia de manias. Só senta na mesa se for na cabeceira, só sai combinando, só dorme de rede, é viciada em filmes, mesmo sabendo, que seus olhos se fecham quando ela está com o controle nas mãos e o dedo em cima do botão “play”, antes mesmo de pressionar.
Na minha infância, acredito que a maior lembrança seja de quando tínhamos o Lupy. Aquele cãozinho brincalhão, que dizendo a senhora era Hiperativo. Não existe como não se lembrar dele. Fazia de tudo. Inclusive quebrar impressoras e pés. E enquanto a senhora afirmava estar tendo o seu momento de burrice ao adquirir aquele cachorro, era quando nascia outro coração dentro de mim. Ele era mesmo meu amigo. Se tem algo que eu não perdôo a senhora é por ter se desfeito dele, posso compreender, porém, não perdôo. E a partir daí, esse trauma me deixou seqüelas, quando hoje, me vem na cabeça algumas loucuras que acabam perturbando a senhora comigo dizendo “Eu quero um coelho”. É quando sinto de verdade, falta dele.
A senhora sempre fala, que quando morrer virará um pássaro. Será o dia, em que eu começarei a gostar de pássaros. Porque até então, eles não me agradam nenhum pouco. Muito pelo contrário, me perturbam aqui nessa sacada. Vindo beber água nessas coisinhas que a senhora pendura, e gritando desde quando chegam, até irem embora com a pança já cheia de água. Se fosse possível atirar um passarinho da sacada, eu já teria cometido este crime.
Nós somos assim mesmo, duas moças boas, de gênios diferentes. Enquanto ela passa meia hora gritando porque eu não arrumo a minha cama, eu uso 2 segundos para dizer um “ta” e mais 2 segundos para arrumá-la, e pronto! O problema já foi solucionado. Mas por incrível que pareça, ela continua a berrar por causa da minha bagunça.
Confesso á vocês, que ás vezes ela me surpreende, me fazendo perceber, que ela pode ser mais jovem do que eu em certos momentos. Quando estou me vestindo para sair e logo escuto um “essa roupa não ta combinando!”. Sabe, dá uma certa vergonha de levar pito de uma pessoa que não deveria entender de moda, ou melhor, poderia entender da moda da sua época, que certamente já passou. Mas eu já estou me acostumando em possuir dentro de casa, além da Marcela, uma outra irmã chamada Rosita. E fica difícil às vezes identificar qual das duas está gritando “Mariaana cadê o lápis de ooolho?”. Sendo que quase sempre, é a irmã mais velha. A que completa hoje 48 anos.
Já contei pra vocês que agora ela está prometendo fazer umas caminhadas? De verdade, eu to pra acender uma vela do meu tamanho
Mas, essa é a Rosita que todos conhecem, a simpática, brincalhona, brigona nas horas que precisa e amada por muitos.
Rosita, a minha mamãe, a minha criança que me rendeu os melhores momentos de minha vida. Sendo eles engraçados ou tristes, assustadores ou ternos, confusos ou tranqüilos, encaramos todos. E quando nada mais parece ter uma razão de ser, eu lembro da carinha triste (que ela mesma faz sem estar sentindo nada) e deitada na rede gritando “Méuriii, eu queria um copo de água, tu podes pegar pra mim?”. Nesses momentos que ela faz de mim de uma escrava, a raiva me consome, mas a carinha da Rosita acaba me vencendo, e eu sempre pego.
Aguarde um minuto mamãe, já pegarei, e permanecerei ao seu lado para sempre e em todos os momentos.

Parece uma Mulher, mas, é uma Adolescente.
Feliz aniversário Mamãe! Que Deus nos ilumine sempre!
Beijos da tua bonequinha,
Mariana
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
O Brasil e seus jovens...
Entre outras atrocidades, o Brasil é um país onde uma filha de 17 anos, mata os pais enquanto dormem, uma mãe de 19, mata as duas filhas com a arma roubada do marido, uma adolescente de 15, é jogada na mesma cela onde habitam homens maiores de idade, garotos de universidade atam fogo em um rapaz que dormia na calçada, onde mães ainda jovens abandonam crianças, seja em riachos ou lixões.
Observando que a grande maioria dos crimes acontece por pessoas entre 15 á 20 anos, nota-se uma irregularidade freqüente na vida dos jovens brasileiros.
Vivo há 17 anos de idade nesse inesgotável mundo de violência conhecido como Brasil, mas nunca me acostumei com fatos como esses. Nas poucas vezes que sentei e li o caderno polícia por completo, era revoltante ver como crianças e adolescentes estão a cada dia, fazendo coisas que nos assustam e sendo terrivelmente mais maltratados. Me pergunto como terei coragem de colocar filhos no mundo. Ainda nesse mundo, habitado por nambiquaras.
Sim, o mundo é cão, o inferno parece ser aqui mesmo, e crimes cometidos por adolescentes estão acontecendo todos os dias, em todos os lugares. Argumentarão os que sempre se levantam em defesa do Pará, do PT, seja lá do que for.
O que poucos entendem é que, não importa a sigla que esteja atualmente no poder. Trata-se de um país onde os habitantes vivem em condições sub-humanas, e os adolescentes descontrolados estão tomando conta de tudo. E o pior, é que eles sempre conseguirão afetar o país inteiro, pois se torna extremamente vergonhoso para nós, falar que no país em que vivemos os criminosos não podem ser presos, por se tratar da grande maioria menor de idade. Mas, eu sei que isso não é mais novidade para ninguém, da mesma forma que não foi novidade para Ana Júlia que, no Estado que ela governa, mulheres são obrigadas a dividir celas com homens. Agora, o desespero bate, e tenta-se recuperar a imagem pública fazendo em uma semana o que não foi feito em onze meses.
É degradante, é a barbárie sendo reprisada todos os dias por pessoas que, para o desinteresse do governo, deveriam estar na escola. Não há argumentos e nem desculpas; vivemos numa epidemia de estupidez e ignorância, estamos sendo tratados da maneira totalmente inversa da que deveríamos, e se tudo continuar como está, levaremos milhões de anos para chegarmos a um nível aceitável de civilidade. Se é que conseguiremos.
Também sou jovem, e o que me assusta é saber que pessoas como eu, estão fazendo tudo o que a mídia está nos mostrando diariamente. Coisas absurdas sim...
Preciso ouvir os balbucios de vocês, urgentemente, um que seja, pra eu ter a certeza de que nossa juventude não está completamente mergulhada nessa alienação revoltante que está rodeando o Brasil hoje.
Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
Os bravos também choram.
As lágrimas de um simples garoto conseguiram comover o Brasil na semana passada. Guga.
E claro que, com ele, chorei junto toda vez que revi o vídeo de despedida na Bahia. Não foi apenas pela confissão pública das limitações de seu corpo. Foi pela humildade estampada e tão rara nos rostos dos que lutando conseguiram, foi pelo jeito de menino, com as mãozinhas ainda de criança enxugando as lágrimas que corriam aquelas bochechas que parecem ter nascido bronzeadas.
A despedida emocionada de Guga, fez o país chorar pelo drama de um ídolo com jeito de menino. “Não é que eu não queira jogar mais. Mas eu peço desculpas, realmente não consigo mais. Obrigado, galera. Valeu.”
Quando um homem chora, temos a sensação de um impacto, por ser inesperado. Mas, ao chorar em público ou na frente de uma mulher, o homem parece vencer uma barreira. E para o público feminino, isso é sinal de franqueza e não de fraqueza.
Celebridades são assim mesmo, nunca conseguiriam chorar entre quatro paredes, a privacidade, é uma palavra inexistente no vocabulário deles. Que o diga o nosso presidente Lula que não procura controlar o choro em nenhum de seus discursos.
Se Guga já não tivesse conquistado o Brasil inteiro, somente com esse vídeo de despedida, ele conseguiria conquista-lo, mesmo entre os que jamais pararam para assistir torneiros de tênis, como eu. Paixão e gratidão, são sentimentos contagiantes.
“O tênis simboliza minha vida. Eu amei esse esporte, vivi intensamente os anos em que pude dar meu melhor, vivi mais intensamente os anos em que eu tive minhas maiores dificuldades. Nos meus maiores sonhos, vem Roland Garros, vem Wimbledon na minha cabeça, mas essa participação em massa, todo mundo vindo aqui (na Bahia) para me ver jogar, isso aí nunca passou pela minha cabeça que fosse acontecer. Aproveito para agradecer o cara que, para mim, é muito mais gênio do que eu, o Larri (Passos, seu treinador). Foi o grande homem da minha vida”
Esse nosso ídolo com cara de garoto aos 31 anos, que nos mostra diariamente ser um grande homem. Um catarinense que conseguiu encantar o mundo com essa simplicidade, esse sorriso, o visual surfista, o andar desconjuntado, o charme e o jogo ousado que sempre desafiava os limites da quadra. Hoje chora em público e pede desculpas por não poder jogar mais. Depois de ter sido o motivo durante anos, de o Brasil ter conseguido conquistar tantos títulos de tênis.
Que isso Guga, a galera brasileira é que precisa agradecer á você.
Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Um passo para frente, três para trás.
Ainda pouco, não fazem nem 2 horas. Chego da escola, e no almoço, estamos eu, minha irmã e Maria, a secretária de pouco mais de 8 anos nesta casa.
Idéias fresquinhas na cabeça, cuja última aula foi física, o raciocínio acelerado, mas o sono vindo bem de leve.
Maria comenta que tem que escrever algo sobre “Matar crianças antes que elas saiam da barriga”. Tudo bem então, não vamos entrar no assunto de aborto, isso é uma polêmica muito extensa! Mas, Falando em aborto, o assunto muda então para assassinatos, abusos, e todas as outras barbaridades que Belém vem sofrendo diariamente. Falamos do caso Novelino, do caso da atleta que atualmente confessou ser abusada quando tinha 9 anos pelo seu próprio técnico, do caso de Abaetetuba que no meio de tantos, foi o que me deixou mais chocada, e chegamos até a relembrar o caso do índio Tapajós. Conversa vai, conversa vem, mas enfim, estávamos em horário de almoço e não seria bom momento para entrar em assuntos como aqueles. Conversa encerrada então. Eu, nas melhores das intenções, pego o controle-remoto e ligo a tv. Jornal na Band, falando do atual “Monstro do Ceasa”, desligo no mesmo momento ao ouvir essa palavra. Pelo menos naquele horário, pretendia comer sem preocupações e sossegada. Procuro o jornal então, ler o Magazine, dar uma olhada nos filmes que estão passando, nos babados que estão acontecendo, mas claro, a decepção veio logo de cara. Capa do O Liberal, já leio a palavra “Monstro do Ceasa”, afasto a capa e o primeiro caderno: Polícia, falando mais uma vez do famoso “Monstro do Ceasa”. Com a paciência já esgotada e desistindo da fuga, resolvo procurar saber os novos resultados desse caso, e para a minha tristeza leio que se for contestado que ele tem problemas mentais não poderá nem ser julgado. Pronto, assunto encerrado então. Não precisamos mais nem procurar saber o que acontecerá nos próximos dias. E eu claro, como todos nessa cidade, só posso lamentar.
Um homem, acusado com provas de abusar e em seguida matar três crianças e que não ficará preso nem por 5 minutos, para a angústia das mães e parentes dessas pobres crianças. Sabendo-se que o mesmo indivíduo foi adotado aos 5 anos, e aos 10, abusado por seu padrasto. É claro então, que normal ele já não é, afinal, quem abusa e mata três crianças não pode ser normal, ou eu vou começar a me considerar psicopata. Prova-se então que é trauma de infância, ainda mais depois de ele próprio confessar que “matou porque sentia inveja” por terem família e serem felizes. Mas para mim matou, e pronto! Matar é crime segundo a nossa Lei, e ainda mais quando se trata de crianças, parece que o crime se multiplica.
A questão onde eu to querendo chegar é a seguinte, não se tem mais como fugir de casos como esse, mesmo em horários impróprios, e o pior é ver que a gente encara e a revolta só vai aumentando. Mas, só podemos lamentar. Porque fica cada dia mais difícil falar de um governo que resolve um problema e deixa cinco em aberto, não existe lógica como essa que faça Belém ir pra frente.
Todos nós já entendemos. Só falta o governo entender que realmente não tem como Belém crescer com eles dando um passo para frente e três para trás, mas isso não adianta que eles não entenderão. E nós temos que entender também, que quando se trata de Governo, Ainda que seja Belém do Pará. A coisa fica difícil de mudar. Mas isso, também não adianta que nós não entenderemos.